
Como Cazuza disse uma vez, "O amor é o ridículo da vida..."
Você diz que ama, e ele diz que te ama. Vocês dizem: Eu amo você! Palavras mágicas que encantam a todos os ouvidos e fazem qualquer cena patética virar cena de amor. E aí, assim, achamos que vivemos na novela das oito, onde Manoel Carlos faz com que toda mulher viva seu eterno e verdadeiro amor!
O amor virou banalidade. Eu te amo virou 'bom dia'. Hoje não é mais necessário demonstrar amor, não necessita-se mais da conquista. É o bastante dizer 3 palavrinhas mágicas, e plim! O amor está no ar!!
Não sei vocês, eu preciso mais que isso. Eu quero sentir que sou amada, e quero que sintam que eu amo! E não apenas que saibam que eu amo e que eu saiba que sou amada. E é aí que encontra-se a diferença. Saber e Sentir.
O amor se encontra na sua individualidade. Onde as pessoas não sabem mais procurar.
Porque hoje encontra-se um amor, e fazem dele sua metade e por conta disso acham que não podem mais ter vida própria.
Vamos amar e ser amados por livre e espontânea vontade e não por livre e espontânea pressão. Fazem do amor obrigação, da obrigação comodidade, e chega uma hora que a comodidade incomoda, e quando a parte incomodada faz as malas não dá mais tempo pra reconstruir, e então o Eu te Amo não faz mais efeito. Porque só restaram as palavras, as atitudes ficaram esquecidas.
Existem muitas formas de amor e de amar, e com certeza para todas essa formas é preciso sentir-se...
Sentir-se amado e seguro, sentir-se aceito e aceitar, sentir-se inteiro e respeitado, sentir-se seguro para ser quem é. E sentir que palavras não são tudo!